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Sentir Vergonha ao Procurar Apoio Psicológico é Normal

  • Foto do escritor: João Ricardo Costa
    João Ricardo Costa
  • 3 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura

Se está a pensar procurar ajuda psicológica, mas sente vergonha ou desconforto, é importante saber que isso é normal. Para muitas pessoas, partilhar os seus pensamentos e sentimentos mais íntimos pode parecer assustador ou até vergonhoso. No entanto, é precisamente nessas situações que a terapia pode fazer toda a diferença.


Por que surge a vergonha?

  • Medo de ser julgado/a: É natural ter receio de ser avaliado/a por aquilo que partilha. Contudo, o meu papel como psicólogo é criar um espaço seguro e sem julgamentos.

  • Perceção de vulnerabilidade: Mostrar as suas dificuldades ou fragilidades pode ser desconfortável, mas são nesses momentos que o verdadeiro crescimento pode acontecer.

  • Pressões sociais: Em algumas comunidades, ainda existe o estigma de pedir ajuda, mas cuidar de si é um ato de coragem, não de fraqueza.


O que pode esperar nas consultas?

No início, a prioridade será criar um ambiente de confiança. Não há pressa para abordar tudo de uma vez. Vamos ao seu ritmo, respeitando os seus limites e necessidades.

Pode partilhar apenas o que sentir que está preparado para revelar. Com o tempo, à medida que a vergonha diminui, a terapia torna-se um espaço onde se pode sentir verdadeiramente aceite e compreendido.


Como lidar com a vergonha?

  1. Reconheça-a: Sentir vergonha não significa que há algo de errado consigo. É uma emoção humana e pode ser um ponto de partida para o autoconhecimento.

  2. Lembre-se de que está a cuidar de si: Procurar ajuda é um sinal de força e de compromisso com o seu bem-estar.

  3. Dê o primeiro passo: Muitas pessoas dizem que o mais difícil é marcar a primeira consulta. Depois disso, tudo começa a fluir de forma mais natural.


Se está a considerar dar este passo, quero reforçar que estou aqui para o/a apoiar. A sua história será tratada com respeito, empatia e, acima de tudo, confidencialidade. Não precisa de enfrentar os seus desafios sozinho/a.

 
 
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